beber para esquecer

quinta-feira, setembro 08, 2005

L. - não adianta beber para esquecer...

Saí do trabalho e, à passagem por um pasto, libertei o stress acumulado durante a semana numa ovelha que por ali pastava. Voltei para o carro já com o pensamento no jantar e no que iria fazer depois. Era chegada mais uma noite de sexta.

Telefonei ao J. e combinámos no bar de sempre às 21. Aí nos juntámos para depois irmos ver que tal estava a fauna no centro. E não estava má. O calor do dia fez-se sentir também pela noite e elas saíram por aí descascadas. Quase não se davam dois passos sem esbarrar numas tetas.

Optámos pela esplanada mais lotada e, saboreando lentamente a cerveja, fomos escutando as histórias de quem o J. andava a partir, da que tinha partido o M. e os porquês da namorada do L. ter partido... As horas passaram rapidamente e decidimos procurar uma discoteca para o resto da noite.

Entrámos na V. (com um pouco de sorte, já que o L. não estava nas melhores condições mas o J. conhecia o porteiro) e posso dizer que nunca tinha visto uma pista de dança tão louca. Saltei logo para lá e, movido pela house music, tentei a minha sorte com uma fofinha que não me deu confiança – fiquei apenas a saber que era alemã - e seguimos com a nossa vida como se não nos conhecêssemos.

As minhas tentativas sucederam-se e reparei que o J. já estava a marcar pontos. Entretanto o M., que já tinha vindo sem grande vontade, escutava pacientemente o L., que não conseguia mudar de tema. Eu disse-lhe que um homem não se apaixona, mas ele não me creu. Isto passa-lhe num instante. A secretária lá do trabalho anda maluquinha por ele. Uma mulher cura-se com outra, ou com a seguinte. Assim me aconselhou o meu doutor.

Páginas tantas aproxima-se uma loira a convidar-me para ir para a cama com ela e com o namorado. Um simples “não” não bastou e continuou a insistir. Mandei-a foder e estou certo de que o fez. O grande J. apareceu na altura certa e levou-me por uma orelha para a pista de cima. As músicas latinas davam uma cor diferente ao assunto…

Logo me agarrei a um camafeu com um corpo escultural, comummente designado de camarão - já sabem, tira-se a cabeça e come-se o resto - e aproveitei o reaggaeton para lhe meter a perna no meio das dela e roçar até ficarmos os dois em brasa. Comecei a considerar seriamente a possibilidade de a levar para casa e fazer amor à pátria com a bandeira do Glorioso a tapar-lhe a cara.

O J. não teve menos sorte. Da última vez que o vi já estava bem próximo da rapariga a falar-lhe ao ouvido. Segui o mesmo caminho e deixei-me levar pela música e pelo calor do corpo da A.

4 Comentários:

Enviar um comentário

<< Home