beber para esquecer

segunda-feira, setembro 19, 2005

Depois das palmas



"Ladies and gentlemen, welcome to the Lisbon airport. Local time is 4pm. For your safety and comfort, we ask that you please remain seated with your seat belt fastened until the Captain turns off the Fasten Seat Belt sign. This will indicate that we have come to a complete stop at the gate and it is safe for you to move about. Please check around your seat for any personal belongings you may have brought onboard with you. And when you open the overhead bins, please use caution as some heavy objects may have shifted during the flight. If you require deplaning assistance, please remain in your seat until all other passengers have deplaned. One of our crew members will then be pleased to assist you.

On behalf of the entire crew, I'd like to thank you for joining us on this trip and we are looking forward to see you in one of our future flights. Have a nice stay and thank you for choosing TAP Air Portugal."

quinta-feira, setembro 15, 2005

Dormir em paz (já não se pode)



O copo estava meio cheio. Ou meio vazio, dependendo do vosso estado de espírito. Mas quem narra aqui sou eu, portanto, estava meio cheio. Apenas um nectar de maçã para acompanhar o pastel de nata que já havia terminado. Já há muito que não me levantava tão cedo e não evitei pousar a cabeça no balcão. Mesmo antes de desligar o último sentido pude ouvir a notícia do lançamento do Astérix em Mirandês. E fiquei a sós com um pequeno cão branco que me puxava pela bainha das calças. Gau, gau... Olhei para baixo e lá estava ele. Apesar de ladrar em Mirandês não era o Ideiafix, mas era parecido. Expliquei-lhe que tinha de acordar e ir trabalhar rapidamente. Talvez com um pouco de poção mágica conseguisse... Um café bastaria. Ele disse-me que não se drogava com poções. Café, apenas quando o dono deixa cair umas pingas no chão. Mandou-me "trabalhar malandro". Mas eu não o ouvi. Ou não o entendi. Nos desenhos animados as pessoas nunca entendem os cães que falam, dizendo quase sempre coisas acertadas. Ao longe comecei a escutar uma banda a tocar a Badinerie de Bach. A música aproximava-se e tornava-se cada vez mais aguda e irritante. Começava a misturar-se com um burburinho de fundo que não perturbava. Senti a mão do dono do cão no meu ombro: "O seu telemóvel está a tocar!". O patrão já a passar-se! Larguei umas moedas e corri porta fora deixando para trás o copo de sumo meio vazio.

sexta-feira, setembro 09, 2005

A dita cuja

Para quem ainda não sabe todos os nomes dela aqui está a lista da Wikipédia (a enciclopédia livre).

quinta-feira, setembro 08, 2005

L. - não adianta beber para esquecer...

Saí do trabalho e, à passagem por um pasto, libertei o stress acumulado durante a semana numa ovelha que por ali pastava. Voltei para o carro já com o pensamento no jantar e no que iria fazer depois. Era chegada mais uma noite de sexta.

Telefonei ao J. e combinámos no bar de sempre às 21. Aí nos juntámos para depois irmos ver que tal estava a fauna no centro. E não estava má. O calor do dia fez-se sentir também pela noite e elas saíram por aí descascadas. Quase não se davam dois passos sem esbarrar numas tetas.

Optámos pela esplanada mais lotada e, saboreando lentamente a cerveja, fomos escutando as histórias de quem o J. andava a partir, da que tinha partido o M. e os porquês da namorada do L. ter partido... As horas passaram rapidamente e decidimos procurar uma discoteca para o resto da noite.

Entrámos na V. (com um pouco de sorte, já que o L. não estava nas melhores condições mas o J. conhecia o porteiro) e posso dizer que nunca tinha visto uma pista de dança tão louca. Saltei logo para lá e, movido pela house music, tentei a minha sorte com uma fofinha que não me deu confiança – fiquei apenas a saber que era alemã - e seguimos com a nossa vida como se não nos conhecêssemos.

As minhas tentativas sucederam-se e reparei que o J. já estava a marcar pontos. Entretanto o M., que já tinha vindo sem grande vontade, escutava pacientemente o L., que não conseguia mudar de tema. Eu disse-lhe que um homem não se apaixona, mas ele não me creu. Isto passa-lhe num instante. A secretária lá do trabalho anda maluquinha por ele. Uma mulher cura-se com outra, ou com a seguinte. Assim me aconselhou o meu doutor.

Páginas tantas aproxima-se uma loira a convidar-me para ir para a cama com ela e com o namorado. Um simples “não” não bastou e continuou a insistir. Mandei-a foder e estou certo de que o fez. O grande J. apareceu na altura certa e levou-me por uma orelha para a pista de cima. As músicas latinas davam uma cor diferente ao assunto…

Logo me agarrei a um camafeu com um corpo escultural, comummente designado de camarão - já sabem, tira-se a cabeça e come-se o resto - e aproveitei o reaggaeton para lhe meter a perna no meio das dela e roçar até ficarmos os dois em brasa. Comecei a considerar seriamente a possibilidade de a levar para casa e fazer amor à pátria com a bandeira do Glorioso a tapar-lhe a cara.

O J. não teve menos sorte. Da última vez que o vi já estava bem próximo da rapariga a falar-lhe ao ouvido. Segui o mesmo caminho e deixei-me levar pela música e pelo calor do corpo da A.

quarta-feira, setembro 07, 2005

O que não vem na foto



«Se vomito é uma festa lá em baixo!»
«Já paravas!»
«Para a próxima janto depois de vir ao parque...»
«Era isto ou o puto a chorar até casa...»
«Nunca tinha tido sexo num destes.»
«Este carrossel parece o Sporting na época passada!»