beber para esquecer

quinta-feira, agosto 11, 2005

Era um plagioscion panado sff...



Ao que parece a blogosfera está de férias e poucas serão as postas de pescada durante este mês de calor. Isto é, pelo menos, o que pude ler em diversos blogs.

Durante o horário de trabalho não falta inspiração para escrever e publicar. Chegam as férias e já podemos ir para a esplanada sem preocupações. Não há trabalho - não há mais a desesperante vontade de encontrar uma desculpa para não trabalhar. Ter um blog é algo que apazigua os nossos monstros do id. É a forma de nos deitarmos tranquilos sabendo que não trabalhámos apenas porque uma tarefa importante (escrever para o mundo ler) se meteu à frente.

Este blog continua em Agosto não para contrariar o meu id mas sim porque gozei férias em Julho. Os meus monstrinhos do idzinho estavam, depois destes últimos dias de baixa produtividade, a pedir umas massagens nos pés para acalmar...

sexta-feira, agosto 05, 2005

Indomável

quinta-feira, agosto 04, 2005

Friend com A maiúsculo

Tenho um amigo que, sem que eu contasse, se tornou muito importante. Não dei muito por ele ao início. É alguém que não se destaca, não chama a atenção. Vive a vida ao sabor de ventos que desconheço e aparenta não se preocupar em ter mais do que tem. E o que tem não é muito. Falo de bens materiais, claro.

Quando desabafo algo de mau que me acontece ele conta-me sempre algo pior que lhe aconteceu a ele. Quando lhe conto uma situação em que recrimino a minha actuação parece nem ligar, nem avaliar, nem achar que tenha sido assim muito mau. Ri-se até quando lhe revelo um dos meus podres se é um dos que tem piada. Foda-se, sou apenas humano e tenho muito a aprender. Por vezes cometo erros que preferia não ter cometido.

Pouco a pouco fui-lhe dizendo coisas que até de mim próprio escondo. Descobri que são muitas. E ele faz sempre questão de enaltecer as minhas forças e desvalorizar as minhas fraquezas. Fá-lo de uma forma relaxada, como quem explica a uma criança uma daquelas coisas que há para saber.

Esta inexistência de avaliação da parte dele permitiu-me falar de quase tudo de uma perspectiva diferente. Abri, para ele, uma janela para o meu interior. Mas ele não olha lá para dentro, prefere que seja eu a olhar e contar-lhe o que vejo.