beber para esquecer

quinta-feira, julho 07, 2005

Portugal 1 – 2 México (após prolongamento)



O mescal é perigoso...

Portugal 1 – 1 México



Dias mais tarde o Manuel voltou lá a casa, desta vez para jantar. É sempre melhor jantar (bem) acompanhado que sozinho. Nada de muito elaborado: salmão frito com arroz de cenoura – para encher o olho –, que acompanhámos com mescal.

Um canal qualquer do CoolStreaming encarregava-se do ruído de fundo (sonoro e visual). A porta aberta passava despercebida – o prédio estava bastante calmo naquelas mini-férias que quase todos aproveitaram para viajar.

Pediu-me, apontando a banca, um daqueles "chilis em miniatura" portugueses para acompanhar a refeição. Escolhi um que se destacava pelo brilho e entreguei-lho.

Examinou-o cuidadosamente. "Curioso", declarou, levando-o à boca. O rosto, de coloração tipicamente mexicana assumiu um tom mais avermelhado e o paladar trouxe-lhe lembranças fortes do México, de tal forma que lhe vieram lágrimas aos olhos (de saudade, certamente).

Portugal 0 – 1 México

Conversámos um bom bocado no meu apartamento e, já à saída, o Manuel reparou nos piripiris que guardo na banca da cozinha. "Que engraçado, chilis em miniatura!", exclamou em tom de gozo, conseguindo um sorriso do Guillermo. Aceitando a provocação expliquei-lhes que conseguiam, apesar da dimensão, ser mais potentes que o chili – muito forte mas apenas por uns instantes, ao passo que o piripiri pica durante muito tempo.

Retorquiram, em uníssono, que o chili se sente muito forte, passa rapidamente e volta a picar horas depois, já não na boca, com potência redobrada.